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domingo, 6 de junho de 2010

Cigarrinho do capeta??? Capeta não fuma!!!



Não é novidade que o cigarro mata, faz mal à saúde, tanto corpórea quanto do bolso.
Uma conta bem simples...
Um maço de cigarros fumado por dia = R$ 2,50
Em um mês = R$ 75,00
Se este dinheiro fosse investido todo mês, durante 30 anos na Caderneta de Poupança, que rende, em média 0,64% ao mês, ao final vc teria economizado a bagatela de R$ 104.776,08 (cento e quatro MIL ..... REAIS).
Porém, sabemos que os interesses tanto dos fabricantes quanto do governo são escusos.

Culturalmente, o tabaco era cultivado e utilizado por civilizações indígenas, sendo mascado ou queimado e aspirado e foi introduzido na nossa sociedade desde a época da colonização pelos portugueses, a princípio, tido como algo medicinal, como uma possível cura para as enchaquecas da Rainha mas que rapidamente conquistou toda Europa, e rapidamente difundida pelo mundo inteiro.

Percebendo este novo filão, rapidamente o tabaco tomou dimensões industriais megalômanas no decorrer dos anos, aprimorando-se dua forma de fabricação e adicionando-se os mais diversos produtos quimicos e só uma observação: São tantos que um Raticida doméstico possue menos ingredientes que um simples cigarro.

Por que será que, mesmo com tantos malefícios, o cigarro dominou o mundo?

A indústria do cigarro desde os anos 50 soube dos malefícios do cigarro, porém, o lucro obtido pelas empresas eram altíssimos, portanto, estes estudos eram mantidos em segredo até os anos 90, pois não era interessante comercialmente a divulgação de que o cigarro causava câncer de pulmão e outros males. Ao contrário, intensificava-se o Marketing do Tabaco, aliando o consumo do cigarro a um "status" social elevado, uma imagem de que os bem sucedidos, os mais fortes, valentes, bonitos, ricos, etc.... eram quem fumava, passando a impressão geral de que se a pessoa fumasse, alcançaria estes status.

Pura mentira, mas que deu certo.

Além disso, não podemos ser hipócritas em não admitir... o cigarro VICIA MAS DÁ PRAZER!

E porque será que o governo também nunca interviu?

O governo também sabia dos malefícios do fumo, porém, os IMPOSTOS pagos pela indústria do cigarro sempre foram os mais altos da história.

Desde a época de Rui Barbosa, os impostos pagos pela indústria do tabaco chegaram a representar 90% do valor final do produto e atualmente, apenas este setor responde por 10,9% de todo IPI (imposto sobre produtos industrializados) de todo o país, superando a arrecadação da indústria automobilística e de eletrodomésticos juntas, ou seja, vendo estes dados, não fica difícil entender o porque o Governo não abre mão deste filão.

Mesmo sabendo que os gastos com a saúde pública superam em muito a arrecadação, a conta fica fácil de se entender... acaba se criando uma espécie de poupança a longo prazo, pois os males do cigarro nunca aparecem imediatamente e sim após longos anos de vício. Compensa, portanto, tratar o fumante anos após ele ter recolhido milhares de reais em impostos ao longo dos anos.

Esta é a verdadeira imoralidade...

Concede-se isenção de impostos para os automóveis, pois se encarecer, pára-se de comprar.
Concede-se isenção de impostos para a linha branca de eletro-eletrônicos, pois pode-se muito bem protelar sua compra até a crise passar.
E isenção para o fumo??? Nem pensar... O tabagista não fica um dia sem seu cigarro. Pode até ficar sem comer, pois o cigarro tira a fome, mas sem fumar, nunca!!!

Por mais que saibamos os malefícios do cigarro, não é interessante proibí-lo assim como se faz com a maconha, certos medicamentos e outras drogas e afins que não representariam um "cash" tão alto nos cofres governamentais como representa a indústria do cigarro.

Entendeu??

Ai, um dia sentado na beira da estrada fiquei me perguntando porque chamam a maconha de "cigarrinho do capeta", eis que me aparece o cramulhão em pessoa sentado do meu lado apertando um fininho. Perguntei-lhe então, porque ele não fumava um cigarro comum, industrializado e sabe o que ele me respondeu??
"...Não... faz mal pra saúde!!!".

terça-feira, 25 de maio de 2010

Maçons podem realmente ser Políticos?


A Maçonaria é uma sociedade cujas suas atividades são discretas na sociedade e sua ritualística mantida em segredo para a sociedade comum. Não obstante esta discrição, certamente com o advento da internet, muito do seu conteúdo passou a ser mais acessível e aberto ao público, porém, em sua essência, continua a mesma. O aprimoramento do homem.

Uma das qualidades que são aprimoradas nos maçons é o conceito do “Livre Pensador”, ou seja, há de ser aberto e tolerante a diversos tipos de idéias, respeitando-as e, da mesma forma, exercer sua liberdade em criar seus próprios conceitos, alcançando este preceito em diversos ramos da vida.

Eu ressalto esta qualidade nos maçons, pois esta característica de respeito e incentivo ao conceito de “Livre pensador” tornou-se bastante difundido, porém, nada impede de pessoas sem vínculo algum com esta sociedade também agirem desta forma.

É sabido também que diversas personalidades importantes de nossa história pertenceram à maçonaria e inegavelmente deram grandes contribuições, mas, no sistema político brasileiro há um contraponto no qual esse preceito encontra uma barreira. A Ideologia Partidária:

Aqui no Brasil, caso uma pessoa queira exercer qualquer cargo político, há de atender uma série de exigências, dentre elas filiar-se à um partido político e uma das regras recentemente consolidadas é de que o mandato não é do político eleito e sim do partido político.
Vem ai a grande questão.... como confrontar a liberdade de pensamento dos maçons, ou dos Livres Pensadores autônomos com a ideologia política partidária predominante???
Assim, como o mandato é do partido político, caso seu filiado não seguir suas orientações pode sofrer sanções, represálias, ou mesmo perder o seu mandato, pois não poderá sequer mudar de partido caso suas idéias não sejam coincidentes sob pena de ser acusado de infidelidade partidária, tema este já pacificado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Como se vê, a coalisão de pensamentos normalmente ditados pelos líderes partidários se vê amparado pelo próprio entendimento judicial, mas, o que é amparado pela legalidade nem sempre é moral...
Importantes projetos de lei estão parados há anos nas diversas casas legislativas e tenho certeza que maçons incrustrados na vida política infelizmente não conseguem fazer nada, ou pouco fizeram, pois outros interesses , diga-se, principalmente financeiros ou de poder, impedem que projetos importantes fiquem travados por conta da interesses partidários escusos...

Vota-se primeiramente o que é de interesse político para o partido e não o que interessa realmente à sociedade e daí vem a pergunta.... Maçons podem realmente ser políticos?
Fico imaginando a indignação de um maçom legítimo ante a contraposição ideológica nítida que se afronta para o bem da sociedade e sua convicção íntima de livre pensador, portanto:

FIDELIDADE PARTIDÁRIA: LEGAL
AFRONTA À LIBERDADE DE PENSAMENTO prevalecendo os interesses pessoais e político-partidários: IMORAL


Pode-se mudar isto criando regras mais claras e restritivas no tocante a importância dos projetos de lei e impedindo que determinados temas tranquem a pauta de votação, como acontece, por exemplo, com as Medidas Provisórias....

Nossos legisladores precisariam ser cobrados por maior produtividade e haver comissões ou órgãos que viessem a dar um chá de "simancol" para certos políticos que propõe projetos absurdos, inviáveis ou em causa própria....

Fala a verdade.... depois dizem que políticos são uma classe mal vista, mal interpretada, mas vê se há algo que preste sobre eles nos notíciários... Nem a TV Câmara e a TV Senado conseguem melhorar a imagem...Ah... me poupem!!!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Tributando a Putaria



Aqui no Brasil a prostituição não é crime.... O crime constitui-se na exploração da prostituição, ou seja, auferir, de algum modo, vantagem econômica em razão da prostituição de outrem. Desta forma, a prostituta em si não comete crime e sua atividade gera renda, ou seja.... fatura uma graninha!!!


Destas profissionais do sexo, algumas acabam nas ruas das cidades, muitas em boates, bordéis, puteirinhos de quinta categoria ou em puteirões de luxo muitas vezes chamados de "cafés" e outras, mais moderninhas, optam pela veiculação de seus serviços através da internet.


Das inumeras garotas de programas que anunciam seus préstimos na internet, veio-me à cabeça uma situação bem inusitada... Bruna Surfistinha, à época, além de anunciar seus serviços pela internet ela cria um blog onde contava diariamente suas aventuras sexuais com cada cliente, transformando seus 3 anos de prostituição em uma verdadeira novela acompanhada por milhares de internautas que acabavam lendo o dia a dia de uma garota de programa até que.... Bruna Surfistinha resolveu revelar sua identidade após se aposentar na mais antiga das profissões... Raquel Pacheco.


Pobre coitada... começaram seus problemas com o fisco...


Se bem me recordo, meses após sua aposentadoria como garota de programa e o início de suas atividades como escritora, minha querida Raquel foi surpreendida por uma intimação da RECEITA FEDERAL e o motivo... simples.... Algum Auditor da Receita Federal pegou o valor anunciado de cada programa, multiplicou pelo número de clientes que ela relatou no seu site, fez o cálculo de quanto ela auferiu nos 3 anos de labuta (sem trocadilhos) e cobrou-lhe o imposto de renda devido.... Salvo engano, na época, algo em torno de R$ 7.000,00 (sete mil reais) a se confirmar (um dia pergunto para a própria Bruna, digo, Raquel, pois o blog que ela publicou essa informação, "emputecida", já saiu do ar).


É legal cobrar imposto de renda de uma prostituta, ou profissional do sexo??? resposta = SIM


A renda tributada foi auferida de uma atividade não regulamentada, porém lícita e não proibida aqui no Brasil, portanto, como houve significativo proveito econômico, o "Leão" comeu um filão do que ganhou a Bruna Surfistinha, tal e qual como se fosse um cafetão.


Tá... e onde está a imoralidade do tema, proposto neste Blog?


Simples... O Estado (no conceito amplo da palavra, e não apenas geográfico), em não reconhecendo e legalizando a atividade da prostituição, deixa esta classe à margem da sociedade, à sorte de todos os tipos de exploração, seja de escravidão, seja por extorsões de cafetões, por proteção (que o Estado deveria dar), por pontos, abrigo e nega-lhes acesso a diversos direitos, como a aposentadoria, licença saúde, financiamento habitacional, etc...


Em Portugal, no ano de 2003, as prostitutas do local começaram a se dirigir ao Serviço de Atendimento das Finanças que funcionava em um Hotel chamado "Mundial" querendo recolher seus impostos e com isto, comprovar seus rendimentos para que pudessem obter financiamentos bancários para adquirir a casa própria... porém, como naquele país a prostituição é considerada ilegal, os fiscais sugeriam que as raparigas classificassem-se como bailarinas, manicures ou outras atividades, pois a atividade de prostituta não possuia um Código específico.


Fico imaginando a cena.... encosta um carro próximo de uma garota de programa, ou um michê, o sujeito abaixa o vidro, e pergunta.. "...Quanto é o programa???" Depois de respondida a pergunta o cara pega uma calculadora, identifica-se como fiscal da receita federal e, com base no valor informado, entrega ao profissional do sexo uma intimação para comparecer à Receita Federal acompanhada de uma notificação para recolher tal valor a título de Imposto de Renda... hilário, mas tal e qual aconteceu com Raquel, não acho improvavel de um dia isso aconteça!


Fico refletindo se o fato de Bruna Surfistinha ser tributada não foi um crime de exploração da prostituição cometido pelo próprio Estado, pois indiretamente, e usando o manto da legalidade tributária, auferiu também uma vantajem econômica, tal e qual os cafetões e proxenetas da vida.


Portanto, TRIBUTAR A PUTARIA = LEGAL, mas deixar as/os profissionais do Sexo à margem da sociedade, simplesmente é IMORAL.

Obs.. créditos da imagem: Adam Crowe - Imagem licenciada http://www.flickr.com/photos/adamcrowe/3733320200/sizes/o/#cc_license